Calha Norte Sustentável

A região conhecida como Calha Norte, no noroeste do Pará, abriga a maior floresta tropical protegida e a maior Unidade de Conservação de uso sustentável do mundo. São 22 milhões de hectares de áreas protegidas, onde vivem quilombolas, ribeirinhos e indígenas.

O projeto do Imaflora na região integra o Programa Florestas de Valor e busca fazer do extrativismo e da agricultura sustentável vetores de desenvolvimento, contribuindo com a qualidade de vida das populações rurais e, ao mesmo tempo, conservando os recursos naturais desse território.

Com financiamento do Fundo Amazônia/BNDES, o projeto viabilizará os seguintes empreendimentos de associações comunitárias:

  • Construção, estruturação e implementação de quatro unidades de beneficiamento de alimentos (UBAs) em comunidades quilombolas do município de Oriximiná para atender, inclusive, mercados institucionais;
  • Construção e estruturação de um viveiro para produção de mudas, visando a implantação de Sistemas Agroflorestais e a recomposição florestal no PDS Paraíso, no município de Alenquer;
  • Construção e estruturação de uma marcenaria para promoção do manejo florestal de uso múltiplo e geração de renda em comunidades remanescentes de quilombos de Oriximiná.

O orçamento total para estes empreendimentos é R$ 3.312.877,00 e o prazo para conclusão é julho de 2019. Até dezembro de 2018, o Fundo Amazônia repassou ao Imaflora R$ 3.069.026,85 e foram executados R$ 2.777.986,95

A construção da marcenaria foi concluída e as 4 Unidades para Beneficiamento de Alimentos (UBAs) estão concluidas, equipadas e parte dos cursos para formação foi realizado. Outro resultado a destacar é o aumento da produção dos quilombolas entregue para a merenda escolar via PNAE incluindo de uma das UBAs de forma a diversificar e agregar valor, assim fortalecendo a participação dos quilombolas no mercado institucional com atividades que aliam geração de renda e conservação dos recursos naturais. Optou-se por técnicas construtivas que trouxesse mais benefícios sociais e com menor impacto ambiental. Por isso, foram priorizados materiais locais ou reaproveitados. Igualmente, foi priorizado mão de obra local. Além de dinamizar a economia local, também reduziu o impacto ambiental das obras, incluindo menos emissões de gases de efeitos estufa com deslocamento de material.

Apesar do grande desafio logístico para construir esses empreendimentos em área de acesso remoto, as obras se destacaram pela qualidade de acabamento. As instalações possuem sistemas de tratamento sanitário e adequada para receber sistema de energia independente. Da mesma forma, a marcenaria comunitária apresenta um excelente padrão de estruturação física para processar diferentes linhas, entre elas a de movelarias, a de esquadrias e a de marchetaria. Acesse aqui o relatório.


Apoio financeiro: