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Sim, certificar faz a diferença. Esta é a resposta à pergunta-título desta publicação e a síntese do estudo que avaliou três casos de certificação socioambiental: dois relacionados à certificação florestal FSC (florestas plantadas no sul do Brasil e comunidades extrativistas no Acre) e um de certificação agrícola da Rede de Agricultura Sustentável (RAS) em empreendimentos cafeeiros no Cerrado e sul de Minas Gerais. A análise cobriu diversas regiões do Brasil (SC e RS; Acre; Cerrado e sul de Minas) e ambientes de certificação distintos (comunitário, empresas florestais, fazendas).
Yes, certifying does make a difference. That’s the answer to the question in the title of this publication, and the conclusion of the study that evaluated three socio-environmental certification cases: two related to FSC forest certification (planted forests in southern Brazil and extractive communities in Acre) and one related to agricultural certification by the Sustainable Agriculture Network (SAN) in coffee enterprises in the Cerrado region and southern Minas Gerais. The analysis covered several regions of Brazil (Santa Catarina and Rio Grande do Sul, Acre, the Cerrado, and southern Minas Gerais) and different certification environments (communities, forestry companies and farms).
Atualmente, as informações sobre os procedimentos da auditoria simplificada do sistema de certificação do FSC (Conselho de Manejo Florestal – www.fsc.org.br), conhecidos como SLIMF, estão dispersas em diversos documentos e políticas, inclusive em outros idiomas, dificultando o acesso e a compreensão do tema.
Esta cartilha foi idealizada para facilitar a compreensão sobre os procedimentos simplificados SLIMF. Esperamos que este material possa apresentar o tema de maneira clara e, conseqüentemente, facilitar o trabalho de técnicos e de profissionais, envolvidos com a certificação FSC do manejo florestal comunitário, e de pequenos produtores.
Nas regiões Sul e Sudeste do Brasil concentra-se o maior e mais intenso consumo de madeira tropical do mundo: mais que o dobro do que é importado pelos 15 países da União Européia. De cada cinco árvores cortadas na Amazônia, uma é destinada ao mercado do estado de São Paulo.
A falta de dados confiáveis sobre consumo de madeira - resultante de vários fatores, entre os quais destaca-se o altíssimo índice de ilegalidade na extração - tem contribuído para esconder essa realidade e desviar a atenção dos responsáveis pela elaboração de políticas assim como das entidades da sociedade civil, tanto brasileiras quanto estrangeiras. Em decorrência disto, o enfoque principal de políticas e campanhas tem se limitado à parcela da madeira para exportação, que chega apenas a 14% do volume extraído na Amazônia. Este documento representa a primeira tentativa de caracterizar os fluxos de comercialização e o consumo de madeira da Amazônia.
"Acertando o Alvo" foi realizado no âmbito de uma parceria entre Amigos da Terra - Programa Amazônia,
o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA) e o Instituto para o Homem e o Meio Ambiente na Amazônia (IMAZON), com apoio da Agência Alemã de Cooperação Técnica (GTZ).
"Acertando o Alvo 2" é o primeiro estudo detalhado sobre o uso de madeira amazônica no mercado nacional com
enfoque no Estado de São Paulo, que responde por 20% do consumo brasileiro. Este livro é uma extensão do Acertando o Alvo, publicado em 1999, o qual revelou que a grande maioria (86%) da madeira amazônica era consumida no Brasil, enquanto apenas 14% eram exportados.
Este estudo foi realizado por uma parceria entre o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Amigos da Terra - Programa Amazônia Brasileira - e o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). A iniciativa contou com o apoio da Agência Alemã de Cooperação Técnica (GTZ) e da Embaixada do Reino dos Países Baixos.
Os resultados serão utilizados para ampliar o entendimento sobre o mercado de madeira amazônica e, o mais importante, subsidiar estratégias para aumentar o interesse e o consumo de produtos florestais certificados de acordo com os princípios do Conselho de Manejo Florestal (FSC), o mais conceituado sistema de certificação florestal do mundo.
A Agenda 21 da Vila Manaus é uma produção do trabalho da Comunidade Vila Manaus em parceria com Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). A sua realização contou com apoio logístico e técnico do Instituto Vitae Civilis, Prefeitura Municipal de Boa Vista do Ramos, Fundação Vitória Amazônica (FVA) e Instituto Amazônico de Manejo Sustentável de Recursos Ambientais (IARA).
Em estudos de Avaliação de Impacto, o interesse principal recai sobre a identificação das conseqüências de um tratamento sobre uma ou mais variáveis que sofreram seu efeito. No caso da Avaliação de Impacto da certificação socioambiental sobre o manejo florestal madeireiro comunitário no estado do Acre, o tratamento consistiu na certificação socioambiental, sendo os comunitários certificados os beneficiários do tratamento.
A amostra controle abrangeu um conjunto de comunitários que realizavam o manejo florestal madeireiro e não eram certificados, mas comparáveis a estes (pareados). As diferenças entre o tratamento (comunitários certificados) e o controle (comunitários não-certificados) foram atribuídas ao tratamento (certificação).
As associações participantes dessa pesquisa foram: Associação dos Moradores e Produtores do Projeto Agroextrativista Chico Mendes (AMPPAE-CM), Associação de Produtores do Projeto de Assentamento Agroextrativista Seringal Equador (ASSPAE-SE), Associação de Moradores Agroextrativistas do Remanso de Capixaba Acre (AMARCA), Associação Seringueira Porto Dias, Associação Vicente de Melo, Associação de Produtores do Projeto de Assentamento Agroextrativista São José.
O conhecimento dos impactos da certificação da RAS constitui, num cenário de valorização e de crescimento desse modelo de certificação, uma informação valiosa não apenas para os consumidores dos produtos certificados, como também para os atores diretamente envolvidos no processo de certificação, como as certificadoras e acreditadoras, as instituições financiadoras, os produtores e o Estado.
feito na Dobra :-)