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Encontro reuniu
jornalistas, acadêmicos, organismos oficiais e estudantes na discussão do
desenvolvimento sustentável. 
A boa notícia é que
somos muitos 
Brasília
foi o local escolhido para sediar o V Congresso Brasileiro de Jornalismo
Ambiental, que aconteceu de 17 a 19 de outubro, promovido pela Rede Brasileira
de Jornalistas Ambientais.O tema que
permeou os debates ao longo desses dias foi “Objetivos do Desenvolvimento
Sustentável”, que no jargão setorial, ganhou a abreviação de ODS.
Os
painéis que discutiram “Economia Verde”, ”Uso dos recursos naturais e segurança
alimentar”, “Geração de Conhecimentos e pagamento das contas dos ODS”,
pareceram especialmente concorridos, e renderam discussões que passaram da
plateia às conversas nos intervalos, chegaram às mesas dos dias seguintes e suscitaram
discussões acaloradas, dúvidas e contrapontos: se houve uma marca comum a todos
os painéis, diria que foi a do pluralismo. 
Perfis
tão diversos quanto os da Ministra Izabela Teixeira, do cientista político
Eduardo Viola, da pesquisadora independente Camila Moreno, da representante do
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Luisa Madruga, do
representante, da FAO, Gustavo Chianca e do economista mexicano Enrique Leff,
para citar alguns, ciente da injustiça que o limite de caracteres nos leva a
cometer, falaram, ou melhor, provocaram a plateia disposta a ouvir e responder,
na mesma medida. 
Viola
elencou os tópicos para se alcançar uma economia de baixo carbono, e, ao lado
de fatores como aumento da eficiência energética, com redução do uso do carvão,
aumento de energias limpas, ampliação da rede de saneamento básico, intensificação
do uso de ferrovias e hidrovias, relacionou a necessidade de controle de
natalidade nos países pobres, abrindo a primeira polêmica do Congresso. A ideia
foi veemente contestada por Camila Moreno, que por sua vez, jogou novos
desafios para reflexão: de acordo com ela, o carbono se apresenta como a moeda
do futuro, mas corre o risco de ficar nas mãos dos mesmos grupos que detém a
hegemonia da economia marrom, já que políticas como as de REDD, por exemplo,
para obterem sucesso, pressupõem uma forte atividade econômica, nos moldes
atuais.
Migrando
para outra área onde a atuação do Imaflora é intensa, a agrícola, Gustavo
Chianca, da FAO apresentou os dados do último relatório sobre insegurança
alimentar, divulgado no dia 1º de outubro: são 842 milhões de pessoas com fome,
embora o último decênio tenha acusado um decréscimo. O desperdício de
alimentos, segundo o relatório é de 1,3 bilhão de toneladas, o que seria
suficiente para alimentar essa população, sem que seja necessário aumentar a
área plantada. Ainda segundo a exposição de Chianca, a atividade agrícola
responde pela emissão de 30 bilhões de toneladas de carbono por ano, além de
consumir 70% da água doce do planeta. Ele encerrou sua participação reafirmando
a posição do médico e geógrafo Josué de Castro, que foi presidente do Conselho
Executivo da FAO nos início dos anos 50 de que a fome não é apenas uma questão
restrita á produção de alimentos, e sim, uma questão política.
E
se velhos problemas ainda permanecem atuais ou se nem todas as questões postas
são inéditas, a boa notícia que vem de Brasília é a de que somos muitos, com a
mesma preocupação e somando esforços na busca de caminhos melhores e mais
responsáveis com o os recursos do planeta e com o ser humano. 
Fátima Nunes é jornalista, graduada pela Faculdade
Cásper Líbero com especialização em Comunicação Empresarial pela ESPM. Atuou em
diversos veículos da grande imprensa e é da equipe de comunicação do IMAFLORA. 


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