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A extinção de animais é um processo enfrentado pelas
florestas tropicais que pode estar passando despercebido sobre suas
consequências. Grandes aves e mamíferos estão ameaçadas pela caça e o tráfico
ilegal e a perda desses grandes animais pode provocar impactos imprevisíveis no
clima do Planeta.
Um estudo recente publicado na revista Science Avances
desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Rio
Claro, em colaboração com cientistas da USP, Universidade Federal de Lavras e Viçosa,
Espanha, Inglaterra e Finlândia, mostrou que a perda dos grandes animais
dispersores de sementes afeta negativamente a habilidade das florestas
tropicais para armazenar carbono e, portanto, o seu potencial para combater as
alterações climáticas.
“Os grandes dispersores de sementes, como os muriquis, a
anta, os tucanos, entre outros animais de grande porte, são os únicos capazes
de dispersar eficazmente as plantas que têm sementes grandes. Normalmente, as
árvores que têm grandes sementes são grandes árvores com madeira densa que
armazenam mais carbono", explica Mauro Galetti Professor do Departamento
de Ecologia da Universidade Estadual Paulista. “As canelas, jatobás e
maçarandubas são dispersadas apenas por grandes animais, todos sabemos que essas
árvores também são as com madeira mais nobre (de lei) e que estoca mais
carbono” complementa Galetti.
1) 












 
 















 










Figura 1. Grandes animais dispersores de arvores com
semente grande da Mata Atlântica. a) Anta (Tapirus terrestris), b) Muriqui
(Brachyteles arachnoides), c) Jacutinga (Aburria jacutinga), d) Jatoba
(Hymenaea courbaril), e) Abricó de macaco (Couropita guianensis) , f) Mata
Atlântica. Mauro Galetti autor das fotos a, d, e f. Paulo Guimarães
(e) e Pedro Jordano (b,c)
"Quando perdemos os grandes frugívoros enfrentamos a
perda das funções de dispersão e recrutamento das árvores com sementes grandes,
e, portanto, a composição das florestas vai mudando. Quando as árvores com
madeira nobre morrem e não tem mais o dispersor de semente, ela é reposta por
uma árvore de madeira “mole”. O resultado é uma nova floresta dominada por
árvores menores com madeiras mais leves que armazenam menos carbono",
acrescenta Carolina Bello, estudante de doutorado da UNESP. 

 Figura 2. Processo de mudança das florestas tropicais ao
perder os grandes animais dispersores de sementes grandes. As florestas com
arvores grandes e de madeira nobre (comunidade inicial) mudam pra florestas de
arvoreis menores de madeira mole (comunidade final).

Pedro Jordano, pesquisador da Estação Biológica de Doñana
da Espanha (CSIC) explica que este é o resultado da perda de interações
cruciais que mantém a teia da vida nas florestas tropicais. "Não é apenas
a perda de animais carismáticos, nós enfrentamos a perda de interações
ecológicas que mantém o bom funcionamento dos principais serviços
ecossistêmicos, tais como o armazenamento de carbono."
Carlos Peres, Professor da Ecologia da Conservação
Tropical da Universidade de East Anglia (Reino Unido), disse que "Até
agora, a degradação das florestas tropicais tem sido entendida pelos programas
REED + em termos relacionados com a estrutura das florestas e as perturbações
humanas, como a exploração madeireira e a presença de incêndios. No entanto,
florestas aparentemente intactas, mas defaunadas devem ser consideradas como
florestas degradadas porque a erosão de carbono, descrito neste artigo, já está
em marcha."
Portanto, o recente estudo avisa aos programas
internacionais de redução de emissões de carbono que procuram combater as
alterações climáticas através do armazenamento de carbono em florestas
tropicais, da importância de considerar os animais e sua função como uma parte
fundamental. "A eficiência deste tipo de programas vai melhorar se os
processos ecológicos que mantêm a serviço do ecossistema de armazenamento de
carbono ao longo do tempo são garantidos”, diz Carolina Bello.
No estudo também participaram Marco A. Pizo (UNESP), Otso
Ovaskainen (University of Helsinki), Renato Lima (USP), Luiz Fernando S.
Magnago (Universidade Federal de Lavras) e Mariana Rocha Ferreira (Universidade
Federal de Viçosa)
C. Bello, M. Galetti,
M. A. Pizo, L. F. S. Magnago, M. F. Rocha, R. A. F. Lima, C. A. Peres, O.
Ovaskainen, P. Jordano, Defaunation affects carbon storage in tropical forests.
Sci.
Adv. 1, e1501105 (2015).
Carolina Bello: [email protected]  phone: +55 (19) 35264236 ; 19-981350019Mauro Galetti: [email protected] phone: +55 (19)
35264236; 19-998141317Carlos A. Peres: [email protected] phone: +44 (0)1603 59
2549Otso Ovaskainen :
[email protected]  phone: +358
(50) 3092795Pedro Jordano: [email protected] phone: +34 (95)
4466700


Estudo mostra que a extinção de grandes animais tem impacto negativo sobre as mudanças climáticas Estudo mostra que a extinção de grandes animais tem impacto negativo sobre as mudanças climáticas Estudo mostra que a extinção de grandes animais tem impacto negativo sobre as mudanças climáticas Estudo mostra que a extinção de grandes animais tem impacto negativo sobre as mudanças climáticas Estudo mostra que a extinção de grandes animais tem impacto negativo sobre as mudanças climáticas Estudo mostra que a extinção de grandes animais tem impacto negativo sobre as mudanças climáticas Estudo mostra que a extinção de grandes animais tem impacto negativo sobre as mudanças climáticas Estudo mostra que a extinção de grandes animais tem impacto negativo sobre as mudanças climáticas Estudo mostra que a extinção de grandes animais tem impacto negativo sobre as mudanças climáticas

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