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Fonte: Boletim nº 1 do Projeto Florestas de Valor
Na região do
município de Oriximiná, na Calha Norte do rio Amazonas (Pará), as comunidades
quilombolas que tradicionalmente extraem o óleo de copaíba estão vencendo
barreiras e conquistam a autossuficiência para o manejo e comercialização do
produto em larga escala. Com o apoio do projeto Florestas de Valor, os
quilombolas entraram no mercado profissional e agora negociam diretamente com os
clientes, sem intermediários.
Segundo um dos
gestores do projeto, o biólogo Léo Ferreira, do IMAFLORA, os quilombolas têm
formas tradicionais de extrair a copaíba e conhecem o território na palma da
mão. Precisavam apenas de orientações sobre como garantir uma produção de
qualidade e se posicionar no mercado.
Ferreira conta que
foram várias reuniões, cursos e discussões nas comunidades para estabelecer um
plano estratégico de negócios. “Em 2012, já discutíamos com eles os princípios
de uma comercialização ética. Queríamos saber o que seria para eles uma relação
comercial justa”, lembra o especialista. Quando o trabalho estava estruturado e
a comunidade pronta para se lançar, foi a hora de bater à porta das indústrias.
Abertura – A empresa suíça Firmenich, uma das maiores
do mundo no mercado de fragrâncias e sabores para as indústrias cosmética e de
alimentos foi uma que aceitou o desafio de discutir com os quilombolas um
acordo de compra e venda de copaíba.
O representante da
empresa ouviu dos comunitários o que eles achavam justo para entregar o óleo. A
empresa explicava o que era importante para ela: qualidade, regularidade na
entrega e a certeza de estar contribuindo para conservar a floresta.
“Como eles cumpriram
rigorosamente os critérios técnicos, isso nos deu tranquilidade para mover a
cadeia produtiva. Sabemos que o óleo que adquirimos está melhorando a vida da
comunidade, mantendo de pé a floresta e garantindo nosso negócio. E o nosso
cliente é informado sobre isso”, destaca André Tabanez, gerente de Projetos da
Firmenich.
Após pouco mais de um
ano da primeira entrega, somente as comunidades ligadas ao projeto Florestas de
Valor conseguiram entregar 3,3 mil litros de óleo de copaíba para a empresa.
Tudo coletado por meio de um sistema coletivo, desenhado com a ajuda dos
técnicos. Um sistema de amostragem registra a procedência de cada porção de
óleo, de modo a garantir a qualidade e corrigir possíveis contaminações.
Tabanez lembra que,
ao trabalhar dentro dos critérios e exigências técnicas de uma empresa
multinacional, a comunidade está sendo preparada para o mercado. “Hoje eles estão
aptos a negociar com qualquer grande empresa do mundo, pois sabem como fechar o
negócio, coletar, armazenar e entregar o produto com todas as exigências dos
grandes clientes. Isso faz parte do legado intangível que deixamos para eles”,
afirma o representante da empresa.
Para conferir a
primeira edição do boletim na íntegra, clique
aqui
.


Histórias de valor: Quilombolas da Calha Norte vendem óleo copaíba para a Europa

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