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O Ministro do Meio Ambiente,
José Sarney Filho, reconheceu a importância do manejo para a conservação da
floresta tropical, em visita a Mil Madeiras Preciosas, no último dia 8, em
Itacoatiara, no Amazonas. Subsidiaria da suíça Precious Wood, a Mil Madeiras
Preciosas foi a primeira empresa do setor florestal, na Amazônia, a conquistar
a certificação FSC®, que atesta a origem da madeira e o emprego de boas
práticas sociais e ambientais na floresta e seu entorno.
A presença do Ministro no
município foi acompanhada por integrantes do Grupo de Trabalho de Economia da
Floresta Tropical, da Coalizão Brasil, Clima, Floresta e Agricultura, que
apresentou a ele três propostas básicas para estimular a economia de base
florestal, e combater o desmatamento na Amazônia. O engenheiro florestal do
IMAFLORA Leonardo Sobral, que integra o Grupo de Trabalho e participou do
encontro, diz que a presença do Ministro em uma área de manejo florestal
demonstra o interesse pela pauta.
RADAR - Qual a sua avaliação
desse encontro?
Leonardo – Tivemos a
oportunidade de mostrar ao Ministro uma área manejada desde 1996, que conserva
a floresta, a biodiversidade, a flora, a fauna e, mais, que uma empresa do
porte da Mil Madeiras, consegue operar bem dessa forma. A presença dele lá é
uma forma de reconhecer e estimular os benefícios do manejo florestal
responsável.
RADAR - A Coalizão Brasil,
Clima, Floresta e Agricultura, que é um grupo multissetorial da sociedade
civil, entregou algumas sugestões ao Ministro, entre elas a divulgação dos
dados do Documento de Origem Florestal, o DOF. Por que essa é uma reivindicação
importante?
Leonardo – Dar transparência
aos dados do DOF é importante porque evidencia quem está trabalhando de forma
legal e quem está extraindo a madeira ilegalmente e, portanto, desmatando. O objetivo é contribuir para o
combate à competição desleal da madeira bem manejada com o corte ilegal e
irresponsável.
Radar- E quais foram os
outros pontos da pauta levados pela Coalizão?
Leonardo - Além da
transparência nos dados do DOF, defendemos que as compras públicas que envolvem
madeira – e o volume é enorme - tenham um mínimo de rastreabilidade da origem
e, de preferência, tenham uma certificação de manejo florestal. Também
sugerimos a formação de um Grupo de Trabalho Inter setorial, que reúna ONGs,
sociedade civil, empresas privadas e governos, que estudem medidas de fomento
ao manejo florestal sustentável e formas de coibir a ilegalidade de produtos
florestais. Essas medidas já trariam mudanças muito benéficas para o setor.
Radar – E qual é o tamanho
dessa economia?
Leonardo - São mais de 300
milhões de hectares de florestas tropicais, dos quais menos de 3 milhões são
manejados de forma sustentável. É muito pouco, especialmente, se levarmos em
conta a importância do combate ao desmatamento para os compromissos assumidos
pelo Brasil no acordo climático global. De acordo com o Serviço Florestal
Brasileiro, o País produz cerca de 13 milhões de m3 de madeira por ano, o que
gera uma renda bruta anual de, aproximadamente R$ 4,3 bilhões. São cerca de 200
mil empregos diretos, o que responde por mais ou menos 2% da população
economicamente ativa da região, segundo informações. O potencial de crescimento
é grande e a nossa ação é na direção de que isso aconteça de forma sustentável,
com a manutenção dos serviços ambientais, respeito aos direitos das populações
tradicionais e com benefícios sociais para o entorno.

Confira um trecho da entrevista aqui.

Imaflora

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