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Durante a 21ª Conferencia das Partes (COP-21) da ONU em
2015 em Paris, o Imaflora testemunhou um tratado mundial histórico: o Acordo de
Paris. Nessa ocasião, quase 200 países estabeleceram a meta de reduzir suas
emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) como forma de evitar que a temperatura
da terra aumente 1,5ºC até 2100. Para tal, os países desenvolveram e
ratificaram suas NDCs (Contribuição Nacionalmente Determinadas), que descrevem
as ações planejadas para redução do aquecimento e que formam a base do Acordo
de Paris.
O Brasil está entre os Top10 emissores de GEE do mundo.
Entretanto, diferente dos demais países, grande parte de suas emissões são
concentradas no setor de agropecuária (figura abaixo). Assim, para contribuir
com o Acordo de Paris o país tem o desafio de implementar sistemas produtivos
agropecuários mais eficientes. 

Esse desafio nada mais é do que a oportunidade
de investir na pecuária, na recuperação das pastagens degradadas e transformar
o setor em grande sequestrador de carbono. Atualmente, a pecuária de corte
representa 15% das emissões nacionais e explora menos que um terço de sua
capacidade produtiva.
Fonte
Nesse sentido, o governo brasileiro planejou ações
coerentes de mitigação para o setor agropecuário até 2030, se comprometendo a
recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e implantação
adicional de 5 milhões de hectares de sistemas integrados com agricultura,
pecuária e floresta. Além de prometer a restauração de áreas degradadas de 12
milhões de hectares e ações para frear o desmatamento.
Um ano após Paris, o Imaflora volta para a versão número
22 da COP, agora em Marrakesh em Marrocos, com o objetivo de acompanhar e
debater os próximos capítulos do Acordo de Paris e as ações brasileiras para
cumprimento desse acordo. Espera-se que dessa COP-22 sejam discutidos temas
práticos do Acordo de Paris, como o monitoramento e transparência dos
compromissos estabelecidos, a adaptação às mudanças climáticas e financiamento
climático. Essas ações e oportunidades, principalmente as ligadas ao
monitoramento e transparência, ainda são tímidas no Brasil. E assim,
apresentam-se como uma oportunidade de ação do Imaflora.
Nesta edição da COP, o Imaflora apresentará ainda no
Espaço Brasil:
O Imaflora na COP 22 O Imaflora na COP 22
Imaflora

Imaflora

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