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Maria Luísa lembra bem da primeira vez em que ouviu falar sobre uma associação só de mulheres. Foi em 2011, pela Rádio Nacional. O programa fez  referência a uma organização feminina de outro estado e a ideia de ter um espaço em que pudesse oferecer alternativas de geração de renda foi conversado com as vizinhas de assentamento.

No mesmo ano, a Associação de Mulheres Acrelandenses ganhou estatuto, registro e conseguiu parcerias para os primeiros cursos, criação de aves e formação de hortas. “Dei estudo e comida para meus quatro filhos sozinha, por isso eu sei a importância da mulher ter independência financeira, ela é mais responsável com a família”, acredita.

Acrelândia é uma cidade de 15 mil habitantes, no Acre, que faz divisa com Amazonas e Rondônia ao Norte e com a Bolívia a Leste. Lá, em 2008, 170 famílias, incluindo a de Maria Luísa, foram assentadas pelo Incra, em lotes de 6 hectares, por meio do Programa de Desenvolvimento Sustentável. “Foi aí que comecei a participar. Fui tesoureira da associação de agricultores de Porto Luís e participo do Conselho Municipal da Mulher Acrelandense”, conta Maria Luísa, que assumiu a presidência da organização que ajudou a fundar no ano passado.

Entre as várias atividades que exerce, em casa e fora dela, Maria Luísa foi uma das integrantes do programa Lideranças da Floresta, desenvolvido pelo Imaflora, no Acre, e participou ativamente dos encontros e oficinas. “Quero melhorias para a nossa comunidade. Transporte mais fácil para escoar nossa produção e a delimitação da reserva extrativista que está prevista e vai aumentar a área que podemos usar”, diz ela, que cria galinhas, peixes, codornas, planta mandioca, milho, café, feijão, comercializa o excedente na feira, em Acrelândia, e ainda faz artesanatos em madeira para a Expo Acre. E reitera o conselho para as filhas e para as jovens da comunidade: “o seu estudo e o seu trabalho são o melhor marido que alguém pode ter, não te deixam nunca”.

O recado de Maria Luísa
Imaflora

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