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No dicionário a palavra valor tem diversos significados, desde
o pagamento de algo por meio de bens, serviços ou dinheiro, passando por
valentia, coragem, utilidade e préstimo, chegando à qualidade que confere a um
objeto material a natureza de bem econômico. Há 3 anos, o Imaflora denominou um conjunto de ações na
Amazônia brasileira de Florestas de Valor 
para destacar as riquezas da sociobiodiversidade que coexistem nas
grandes florestas protegidas do Norte do país, um país tão grande que mal
consegue compreender sua diversidade e seu potencial. Era preciso mobilizar,
ouvir, apoiar a organização de comunidades para se planejar um futuro, um tempo
de mais valor para tudo e todos.
Se já sabemos que as florestas têm seu valor, o que imaginar
das pessoas que nela vivem e tiram seu sustento, além de prover com
matéria-prima as indústrias e os mercados. Por isso, o Florestas de Valor se
preocupou em fazer brilhar não apenas o valor do trabalho de extrativistas, quilombolas,
indígenas e agricultores, mas suas qualidades físicas, intelectuais e morais,
que fazem desses homens e mulheres corajosos. 
Neste período 3400 pessoas foram envolvidas diretamente
no projeto em treinamentos em boas práticas de manejo,ações de agregação de valor aos produtos do extrativismo,
sensibilização sobre consumo consciente de produtos florestais, geração de
renda, sistemas sustentáveis de produção, organização comunitária, entre outros
temas. Cerca de 500 famílias foram beneficia das diretamente com aumento de
renda e melhorias na qualidade de vida. O que ajudou a conservar 40 milhões de
hectares de áreas públicas protegidas. O maior aprendizado do processo foi o
exercício do diálogo, que fomentou parcerias comerciais éticas entre empresas e
produtores, além de colocar do mesmo lado todos os envolvidos nas cadeias
produtivas. 
Ao completar duas décadas de existência, o Imaflora fecha
o primeiro ciclo do Floresta de Valor comemorando as conquistas concretas e
claras e também as experiências e o amadurecimento no percurso dos projetos.
“Eles (extrativistas, agricultores e quilombolas) tinham expectativas e
trabalhamos para viabilizá-las, foi um amadurecimento muito grande para a
equipe e ampliação de sua expertise”, relata Eduardo Trevisan Gonçalves, secretário-executivo-adjunto
do Imaflora.
E a missão em prol das florestas, do comércio ético, do bem-estar
e desenvolvimento das comunidades não acabou como acabam os filmes, com ou sem
final feliz. Ao contrário, cada experiência acumulada confirmou que o Imaflora
está no caminho certo, por isso, também inspirou os próximos dez anos de seu
plano estratégico.
 O Imaflora
acredita na conciliação entre conservação da biodiversidade, fornecimento de
bens e serviços am bientais de forma sustentável com garantias para as populações
locais das áreas protegidas públicas da Amazônia, contribuindo para o
desenvolvimento sustentável dos municípios onde estão localizados. E que tudo
isso, vai ajudar a acabar com a pobreza e a exclusão dos agri cultores
familiares e extrativistas, fundamentais para a conservação da Amazônia.
Confira também as outras matérias do 3° boletim Florestas de Valor


Imaflora

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