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Da Terra do Meio (PA) para o mundo, o Protocolo
Comunitário é um modelo de diálogo que define as bases do comércio entre as
comunidades fornecedoras de matérias primas – óleos, castanhas e essências
nativas da Amazônia – e a indústria. A proposta valoriza os séculos de
conhecimento tradicional da população local, que extraem matérias primas sem
degradar a floresta. Sob o ponto de vista do Protocolo Comunitário, comunidades
e empresas estão do mesmo lado e o diálogo é a chave para boas relações.
Apoiadas por organizações não governamentais, como o
Imaflora, parceiros locais e por órgãos públicos, algumas comunidades
tradicionais que sobrevivem do uso sustentável da biodiversidade amazônica
acabam de estabelecer uma linha de base para o comércio ético de produtos da
sociobiodiversidade.
“O Protocolo expressa o ponto de vista comunitário sobre
como devem se dar as relações comerciais, de forma que reconheçam a contribuição
destes povos para a conservação da Amazônia”, diz Patrícia Cota Gomes,
coordenadora de projetos do Imaflora.

A Mercur, líder no mercado de artefatos de borracha,
participou da construção do modelo enviando representantes para a região da
Terra do Meio, onde encontrou a comunidade preparada para o diálogo. O
compromisso de entregar produto de qualidade tinha como contrapartida da
empresa uma relação de longo prazo, a valorização dos modos de vida local e o
respeito pelas outras atividades do cotidiano das comunidades, o que permite
aos extrativistas garantir a segurança alimentar da família cuidando de suas
roças. O valor pago pelo quilo do látex mais que dobrou. Como contrapartida
para a conservação, durante a coleta do látex, os extrativistas percorrem a
área e identificam atividades ilegais e predatórias.
Clique aqui para conferir essa e outras matérias do nosso 2° boletim
do Florestas de Valor.


Parcerias comerciais valorizam produtos da sociobiodiversidade
Imaflora

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