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O cacau tipo 1 é usado para a fabricação de
chocolates finos e agrega valor ao produto dos pequenos produtores. O Projeto
pode ser levado a outras regiões.
Os
vinte e cinco produtores familiares de São Félix do Xingu, Pará, que participam
do projeto piloto do IMAFLORA para o desenvolvimento de práticas sustentáveis
no campo, atingiram a qualidade tipo 1 no cacau que produzem.  É a
qualidade exigida na fabricação de chocolates finos. 
Esse
era um dos principais objetivos do Projeto Cacau, iniciado há 3 anos pelo
IMAFLORA, que escolheu o município com um dos maiores índices de desmatamento
do País para desenvolver um trabalho de conservação da floresta e geração de
renda, aliado ao conhecimento de práticas de produção mais amigáveis para o
meio ambiente. 
Dois
anos do projeto foram voltados inteiramente para a capacitação dos produtores,
que usavam métodos bem simples de plantio, colheita e pós colheita, e foram
apresentados a técnicas que favoreceram o rendimento da produção e
potencializaram as qualidades do cacau da região, que é muito boa: a clonagem,
a biocalda, os fertilizantes alternativos e as podas adequadas, estão entre as
técnicas apresentadas, implantadas a baixíssimo custo e com resultados
significativos. 
“Foi
possível constatar que, em um curto período de tempo, com a assistência técnica
e o apoio contínuo, os produtores conseguiram um bom desempenho socioambiental,
com um produto de qualidade”, diz Eduardo Trevisan, secretário-executivo
adjunto do IMAFLORA, responsável pelo gerenciamento do projeto. Ele explica que
o modelo foi desenhado para que possa ser aplicado também em outras regiões. 
Na
atual etapa do trabalho, o IMAFLORA apoia esses agricultores familiares na
recomposição das matas ciliares, das áreas florestais, das reservas legais e
auxilia na interpretação do novo Código Florestal, com vistas à adesão ao
Cadastro Ambiental Rural (CAR) e, posteriormente, do Licenciamento Ambiental
Rural (LAR).
A
engenheira agrônoma Amanda Cotelesse Souto, que integra a equipe do Projeto
cacau, do IMAFLORA, explica que o objetivo final é ajudar os produtores “na
obtenção de um produto com maior valor agregado e, mais adiante, na obtenção de
maior volume na produção, para que tenham mais força na comercialização do produto”. 


Produtores familiares de São Félix do Xingu atingem alta qualidade na produção de cacau

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