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Pesquisa
do Imaflora e da Esalq mapeou composição dos conselhos.
Pequeno
número de integrantes negros e pardos despertou atenção.
O
Instituto Imaflora mapeou a estrutura de trabalho e o perfil dos membros dos 19
Conselhos Municipais de Piracicaba
(SP). O diagnóstico apresentou uma baixa representação de negros e pardos nos
grupos se comparados à distribuição populacional da cidade.
A
avaliação também levou em conta a opinião dos conselheiros sobre as
necessidades dos órgãos, como a necessidade de aprimoramento técnico e de
melhor relação com o poder público. A pesquisa foi realizada em parceria com a
Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), campus da Universidade
de São Paulo (USP) em Piracicaba.
Enquanto
27% da população local é formada por pessoas que se declararam negras ou pardas
no Censo 2010, o mesmo grupo racial é representado por 9% dos conselheiros
municipais. No aspecto social também há uma desproporção: 51% dos conselheiros
ganham mais de três salários mínimos, mas estas pessoas formam 18% da população
total da cidade. A paridade entre sexos é mais próxima, com 47% de mulheres e
53% de homens.
Para
o representante do Imaflora na coordenação do projeto, Renato Morgado, a baixa
representatividade de grupos de raça, renda e sexo é ainda maior em outros
âmbitos. "A proporção de negros e pardos nos conselhos é maior do que se
vê em outras representações políticas, como o Congresso e outras frentes. Com
relação ao equilíbrio entre mulheres há que se comemorar", afirmou.
O
resultado da pesquisa foi apresentado e debatido na noite desta quinta-feira
(21) na Esalq. Representantes de todos os conselhos participaram do evento para
discutir a viabilização de melhorias. "Os dados do diagnóstico permitem
pensar em diferentes outras dimensões importantes para o aperfeiçoamento dos
conselhos, tais como relação com os poderes públicos e a infraestrutura
disponibilizada para seu funcionamento", disse o professor da Esalq Paulo
Eduardo Moruzzi Marques, um dos coordenadores da pesquisa.
Capacitação

Morgado explicou que, em entrevista, 87% dos conselheiros disseram que
precisavam de mais capacitação. "Sobretudo os membros da sociedade civil,
que não têm obrigação de ter conhecimento técnico antes de entrar no conselho,
precisam receber preparação. Mas todos, de uma forma geral, veem a questão como
um dos principais desafios", afirmou.
Outro
fator tido como importante, e possivelmente uma das razões para a baixa
representatividade das minorias, é a interlocução com a sociedade. "Hoje
há o Portal dos Conselhos, que divulga as ações de todos na internet, mas todos
creem que este é um grande desafio. O relatório permitirá que todos encontrem
formas de melhorar a comunicação", completou Morgado.

Fonte:
G1
Piracicaba e Região


Você pode conferir os relatórios, na íntegra, através dos links:
Diagnóstico dos Conselhos Municipais de Piracicaba
Conselheiros Municipais de Piracicaba: Perfil e Percepção




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