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Pesquisas baseadas em dados primários mostram que
conduzir um negócio agropecuário com o devido tratamento às questões ambientais
e sociais pode se traduzir também em melhores resultados econômicos. Cientes de
que essa constatação se contrapõe ao senso comum de que sustentabilidade é um
custo, profissionais do Imaflora, do Cepea/Esalq, do Rabobank e do Sebrae-MG
realizam seminário para apresentar estudos de caso que têm em comum a análise
do desempenho econômico de negócios conduzidos com enfoque sustentável. Ainda
que as conclusões obtidas não devam ser generalizadas, é animadora a correlação
positiva identificada nas três pesquisas entre “sustentabilidade” e melhora do
rendimento econômico.
O evento (gratuito) centrado na “Dimensão Econômica da
Sustentabilidade na Agropecuária Brasileira” acontece no dia 12 de abril, no
campus da Esalq/USP (Piracicaba), das 14 às 18 horas. A dinâmica prevista pelos
realizadores combina a apresentação de pesquisas e mesa-redonda para discussão
técnica. Entre os participantes especializados da mesa, está confirmado o
ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, atualmente na FGVAgro.
O primeiro estudo a ser apresentado traz uma avaliação
das políticas de sustentabilidade do Rabobank no resultado econômico de
produtores rurais. A análise feita por profissionais do Cepea/Esalq, do
Imaflora e Rabobank combinou o uso de três metodologias aplicadas aos dados
criptografados do cadastro de clientes do banco – nenhuma identidade foi
relevada à equipe de pesquisa. Em linhas gerais, constatou-se que quanto maior
o desempenho socioambiental, maior tende a ser a saúde financeira do produtor e
vice-versa. A política, os incentivos e o acompanhamento do Banco teriam o
efeito de induzir a uma melhoria contínua socioambiental dos seus clientes. No
Brasil, no entanto, a maior parte do crédito ao setor agropecuário ainda
considera de maneira marginal os aspectos socioambientais.
Outra pesquisa está centrada no desempenho de
propriedades de café. O comparativo foi feito entre fazendas com e sem
certificação socioambiental. A amostra reuniu dados de 78 fazendas do cerrado
mineiro participantes do Programa Educampo do Sebrae-MG, no período de 2008 a
2013. Pesquisadores do Cepea/Esalq, Imaflora e, neste caso, também do Sebrae
identificaram que a certificação leva a melhoras na gestão e eficiência do
negócio que elevam a sua rentabilidade, mesmo sem que o preço do café obtido
por fazendas certificadas seja maior.
No mesmo sentido, o estudo desenvolvido por pesquisadores
do Imaflora e da Universidade de Oxford também constatou correlação positiva
entre a conformidade de critérios de gestão e desempenho social e ambiental de
fazendas de café certificadas. Essa pesquisa teve como base informações de 435
auditorias realizadas em 80 fazendas individuais e 23 grupos de fazendas de
café certificadas entre 2006 e 2014. Foi apontado o alcance de um sistema de
gestão eficiente e, portanto, alto desempenho é possível tanto para grandes
quanto médios e pequenos produtores, podendo ser implementado por meio de ações
coletivas, que permitem ganhos de escala.
Serviço
Seminário “Dimensão Econômica da Sustentabilidade na
Agropecuária Brasileira”Dia 12 de abril, sala BM&F, na Esalq/USP
(Piracicaba), das 14 às 18 horasInscrição gratuita (vagas limitadas): http://fealq.org.br/informacoes-do-evento/?id=396



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