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A boa nova foi dada em junho: o buraco na camada de
ozônio sobre a Antártida está diminuindo. A projeção é que esteja totalmente
recuperada até 2065. A redução se deve ao Protocolo de Montreal, firmado por
mais de 150 países em 1987. O acordo entrou em vigor em 1989 e foi revisto em
2007. É hora de dar o passo seguinte. O tema será discutido no encontro do G20,
em Hangzhou, na China, e as conversas continuam em outubro, na reunião agendada
para os signatários do tratado em Kigali, Ruanda. O Brasil pode ter um papel de
liderança nessas negociações.
O Protocolo de Montreal previa a eliminação gradual do
uso de cerca de cem substâncias usadas em equipamentos de refrigeração e
frascos de aerossol, incluindo os famigerados CFCs (clorofluorcarbonetos). Além
de reduzir o tamanho do buraco na camada de ozônio, o tratado teve outro efeito
benéfico: reduziu 20 vezes mais as emissões de gases do efeito estufa do que o
previsto pelo Protocolo de Quioto, firmado em 1997 e ratificado em 1999. Não à
toa, é considerado o mais bem-sucedido acordo internacional para o meio
ambiente da História.
Os gases utilizados atualmente em refrigeração, como o
HFC (hidrofluorcarboneto), embora tenham se mostrado eficazes para a
recuperação da camada de ozônio, apresentam um efeito colateral: contribuem
para o aquecimento global. Por isso, hoje se debate a substituição destes por
substâncias menos prejudiciais para o clima, como a amônia, o propano e o
isobuteno.
Essa emenda ao Protocolo de Montreal, que será discutida
em Hangzhou e poderá ser acordada em Kigali, representará um alívio imediato na
temperatura global. Poderá reduzir em até 200 bilhões de toneladas as emissões
de gases do efeito estufa até 2050, e esta redução poderá ser ainda maior caso
se invista em tecnologias com maior eficiência energética. Isso representaria a
diminuição de 0,5º C na temperatura média global até 2100, viabilizando as
metas do Acordo de Paris (que limita em 2° C o aumento da temperatura do
planeta). O resultado seria atingido mais rapidamente porque o HFC é um
poluente de vida curta e se dissipa em pouco tempo.
O mercado brasileiro de aparelhos de ar condicionado,
onde o HFC é mais usado, vem crescendo 20% ao ano. Esta substituição também
pode ser uma oportunidade de investimento no desenvolvimento e na fabricação de
equipamentos com maior eficiência energética. Com essa medida, o Brasil
economizaria, até 2050, o equivalente à capacidade de geração de energia de 92
a 216 usinas de 500 MW. Vamos apertar o passo?
Para maiores informações, leia o relatório da organização
Institute for Governance and Sustainable Development
Fonte: Uma gota no Oceano




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