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A pecuária
sustentável vem ganhando novas adesões no Brasil e ampliando o leque de ofertas
ao consumidor, que busca uma carne que não seja fruto de áreas desmatadas e
que, ao contrário, tenha contribuído para a conservação dos recursos naturais,
observado as regras de bem-estar animal e respeitado a dignidade dos
trabalhadores envolvidos em toda a cadeia.  
 A recente
certificação socioambiental da fazenda Beef Passion, com seis mil hectares,
distribuídos entre o interior de São Paulo e o do Mato Grosso, agrega um novo
produto ao mercado de carnes identificadas pelo selo Rainforest Alliance
Certified™: a proteína resultante de investimentos em genética, para atingir o
atual padrão de qualidade, que abastece restaurantes voltados para a alta
gastronomia. No varejo, os cortes estão disponíveis em algumas lojas, em
diversas localidades do Brasil. “Há muita semelhança e sinergia entre nossa
prática e o padrão da Rede de Agricultura Sustentável. Fizemos algumas
adaptações para obter o selo, que sem dúvida, reconhece e valida em escala
global os princípios que compartilhamos e a Beef Passion exerce na produção de
carne bovina”, lembra Antônio Ricardo Sechis, fundador da Beef Passion.
O selo, com a estampa
de uma rã na embalagem da mercadoria, identifica um produto que foi
auditado  em todas as suas etapas, do
nascimento do animal ao seu abate, incluindo a indústria, e que comprovou ter
adotado boas práticas no campo,  nos
segmentos ambientais e sociais. Entre os itens verificados estão o tratamento
dispensado às nascentes, rios e demais recursos hídricos, ao solo, à
biodiversidade e ecossistema da região. A alimentação saudável e vacinas dos
animais, além das regras de bem-estar. E o respeito às leis trabalhistas,
acesso à saúde, condições seguras, escolas para as crianças, e boas relações
com as comunidades vizinhas. “Não tem produção sustentável no campo sem cadeias
de valor sustentáveis", afirma Roberto Smeraldi, diretor, da OSCIP Amigos
da Terra - Amazônia Brasileira.
Eduardo Trevisan
Gonçalves, secretário executivo adjunto do IMAFLORA, comemora o que  considera um o crescimento significativo: ‘”A chegada da carne certificada ao segmento gourmet e ao de alta gastronomia é
uma novidade. O consumidor já encontrava 
a carne com a certificação da Rede de Agricultura Sustentável  no varejo, na rede Carrefour e no Sitio do
Moinho, no  Rio de Janeiro. A carne usada
pela  holandesa Zandbergen  no hambúrguer que distribui na Europa é
brasileira”. Eduardo finaliza dizendo que 2016 deve ser um ano ainda melhor
para o segmento, já que há novos empreendimentos interessados no processo. 





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