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CRÉDITOS
DE CARBONO GARANTEM A PROTEÇÃO DE FLORESTAS NATIVAS
No município de Moju, no estado
do Pará, um projeto exemplar feito em parceria com o Instituto de Manejo e
Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA), ajuda não só a conservar um importante
trecho da floresta amazônica como também contribui para a redução das emissões
de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera, causadores das mudanças
climáticas. É o Projeto REDD+ Maísa – localizado na região do baixo rio
Tocantins, dentro dos limites do chamado “arco do desmatamento da Amazônia” – validado
e verificado pelo Imaflora. Iniciado em 2012, o projeto integra usos múltiplos
na forma de práticas florestais sustentáveis, melhorias nos sistemas agrícolas
e agregação de valor. O REDD+ Maísa contabilizará emissões de GEE durante 30
anos, comercializando créditos de carbono até 2042.
Os especialistas do Imaflora
atuam em auditorias de projetos de quantificação de créditos de carbono, como o
REDD+ Maísa, também em Unidades de Conservação (UC), utilizando dois sistemas:
o VCS (Verified Carbon Standard) e o
CCB (Clima, Comunidade & Biodiversidade). O VCS tem foco em metodologias de
cálculo de créditos por meio de planilhas e inventários florestais. Já o CCB garante
salvaguardas climáticas, de biodiversidade e de responsabilidade social para as
comunidades que vivem nas regiões onde estão as UCs. Os dois sistemas se
complementam e podem ser desenvolvidos juntamente com a certificação florestal
FSC® (Forest Stewardship Council®). “É
uma dobradinha muito interessante, principalmente em regiões amazônicas de
manejo florestal dentro das UCs. Nessas áreas é possível elaborar projetos
utilizando o VCS aliado com a certificação FSC. No caso de um manejo florestal
com exploração de madeira, por exemplo, o padrão FSC é o que tem o
reconhecimento mais elevado”, revela Leonardo Sobral, gerente de certificação
florestal do Imaflora.
“Projetos de carbono em UCs,
realizados em parceria com a Rainforest Alliance, podem gerar créditos de
carbono para comercialização no mercado financeiro mantendo a floresta em pé e
evitando a degradação por desmatamento”, explica Sobral. Atualmente dez
projetos de carbono foram validados pelo Imaflora em diversas regiões do
Brasil, totalizando mais de 328 mil hectares. Eles estão em áreas protegidas
como Florestais Nacionais e Estaduais, Reservas Extrativistas e em Reservas
Particulares do Patrimônio Natural (RPPN). “Atualmente somos procurados também para
auditar projetos em Parques Nacionais e Estaduais”, observa o gerente do
Imaflora.
Na prática, além da efetiva
proteção das florestas nativas, os projetos de carbono auditados pelo Imaflora
representam um negócio muito interessante para proprietários particulares. “No
manejo florestal para produção de madeira aliado à quantificação das emissões
de GEE, a comercialização dos créditos de carbono no mercado ajudam os
empresários a cobrir custos de produção. Além do maior retorno financeiro, essa
transação contribui com as ações de proteção e de gestão territorial”, salienta
Leonardo Sobral.
A equipe do Imaflora estará no VIII CBUC
(Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação)
, no período de 22 a 25 de setembro
de 2015, no estande 18/19, no Expo Unimed, Curitiba. 


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